quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Pelas Ruas de Braga

Na semana passada, lancei aqui o desafio de se olhar Braga da altura dos olhos das pessoas para cima, pois, na minha opinião, esta é a única forma com que a nossa cidade merece ser olhada: de cabeça erguida!
 
Hoje, quero desafiar-vos a olhar mais de perto os Bracarenses e as nossas ruas, tão características e únicas.~
 
Diz-se que uma imagem vale mais do que mil palavras. Uma imagem pode condensar em si toda a emoção de um só momento, tocando diretamente nos nossos corações. Ao ver esta fotografia, este momento, sinto-me transportada para uma outra época, como se de uma fotografia antiga se tratasse, vendo como eram as pessoas, as roupas, os costumes… E é esta a magia que só por cá se faz sentir!
 
Ao vaguearmos pelas nossas ruas, tão típicas, conseguimos sentir a essência das nossas gentes, das nossas tradições.
 
Os passeios em acalmia de final de dia, pelas nossas ruas do centro histórico são, para mim, uma imposição (e que maravilhosa imposição), no caminho entre casa e o trabalho… E esta rua é-me particularmente especial, porque as minhas origens estão alicerçadas nestas pedras. As pedras que tanto têm para contar mas que, para as escrever, levaria tardes infinitas…
 
Ao olhar esta mesma fotografia, percebo que os momentos mais especiais são aqueles dos quais, muitas vezes, nem nos apercebemos, porque nos são tão próximos e rotineiros, que parecem não ter interesse algum. Mas são eles que poderão descrever quem somos e a forma como vivemos.
 
Porque ser-se bracarense é ser-se tanto e, em contraponto, ser-se tão humildemente simples, com o nosso calão (tão nosso!). É chamar-se tio ao vizinho e também ao desconhecido. É ser-se diferente, estranhar-se a diferença mas sempre respeitando-a!… É ser-se um sem fim de coisas que me levam, todos os dias, a voltar a apaixonar-me mais e mais pela nossa cidade…
 
Porque, como Frederico García Lorca afirma: “A poesia é algo que anda pela rua (…)”
 
We Love Braga

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